domingo, 28 de novembro de 2021

070 ESPIRITUAL (parte 1/7)

Passadas pouco mais de 3 semanas desde o último escrito publicado, cá estamos para retomar a produção. Razões importantes me pediram essa pequena pausa, ora finalizada. Sem muito dizer, com o hiato justificado, vamos direto ao assunto. Reflexões sobre um aspecto muito importante na composição de uma VIDA INTEGRAL.

Minha primeira impressão neste tema, é que o número de componentes é extremamente maior do que a maioria das pessoas imagina. Algo assim: “Eu creio em Deus e isto basta!”. Então eu devolveria umas perguntinhas como “Mas e a leitura da Palavra?”, “e as Disciplinas Espirituais?”, “Como andam seus dízimos, ofertas e primícias?”, “Você tem feito Missões?”, “O que você tem feito para a Eternidade?”, e muitas mais. Ao que – e a experiência já me mostrou essa reação – eu seria contra-indagado com um “Você é um religioso! Deixe disso. Eu creio em Deus e isso basta!”.

Bem, com uma boa chance de ver frustrados meus esforços em demonstrar as bases e os fundamentos de cada um dos muitos componentes do aspecto ESPIRITUAL da vida – além de Deus – é meu dever fazê-lo, por uma questão de coerência com aquilo que aprendi até aqui, e porque tenho convicção de que o próprio Deus – que também vê como um bom começo o fato de alguém nEle crer – esperar muito mais do que isso de todos aqueles que passaram da condição de criaturas para a maravilhosa condição de FILHOS, e de todos aqueles que ainda nem se deram conta de que precisam passar por esta transformação.

De bate-pronto e de memória, sem consultar outras fontes, vou listar os componentes que eu conseguir recordar: 

Deus

Igreja

Oração

Jejum

Obras

Dízimos

Ofertas

Primícias

Ministério

Bíblia

Estudos

Discipulado

Fruto do Espírito

Dons Espirituais

Dons Ministeriais

Talentos

Missões

Reino

Eternidade

Apologética

 

Pelo menos 21 itens, só para um start na prosa. Mas há mais, muito mais.


Usei palavras e expressões simples na lista, exceto pela última, que pode ser algo novo para alguns. Mas para alguém que já tenha colocado em movimento o item “Estudos” na área espiritual de sua vida, não houve surpresa. Porque cedo ou tarde, em sua jornada, você acabou se deparando com a tal Apologética, consistente na DEFESA DA FÉ, cuja base (dentre outras) encontramos em 1 Pedro 3:15-16: “E estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo”.


Traduzindo...


O apóstolo Pedro, então transformado pelo Senhor, um homem bem diferente daquele oscilante da primeira fase – levado a atitudes precipitadas por seus impulsos, personalidade e temperamento – mais adiante veio a entender a importância de não apenas se mover irrefletidamente, sair fazendo e falando e cortando orelhas, mas de aquietar-se, meditar, estudar, e conseguir verbalizar para os opositores as razões de sua fé; defendê-la, pensá-la, ter argumentos, decorar trechos da Palavra, andar claramente sobre princípios e saber dizê-los às pessoas.


Apologética, um pequenino fragmento da área espiritual da vida, sobre o qual encontraremos tratados e mais tratados. É só não ter preguiça. É só querer mais.


Como eu disse mais acima, pouco antes de anotar a lista, penso mesmo que Deus espera muito mais de nós do que um passivo “eu creio em ti, Deus”. Existe sim uma enormidade de coisas nesta área da vida, que vão muito além do crer. Fazendo um paralelo com a paternidade natural – figura amplamente encontrada na Bíblia para descrever nossa relação com o Pai Eterno – limitar-se ao crer, entendendo que nada mais haveria entre nós e eles, imagine qual não seria a frustração de nossos pais se apenas soubéssemos que eles existem, fechando as portas para tudo mais que eles desejam e esperam de nós.


Algo assim (terrivelmente assim): “Eu creio na existência do meu pai, Sr. Alvino. Sei que ele existe, mas isso basta! Não me importa o que ele pensa. Ele está lá no sítio dele, eu o visito de vez em quando, mas cada um na sua. Ele tem sua forma de pensar, eu tenho a minha, então a gente nem conversa muito. Sabe que isso é até positivo, pois assim nunca discordamos. Eu não tenho muito conhecimento sobre os projetos dele. Isso é com ele. Eu tenho os meus e também nem abro muito isso com meu pai, pois ele é de outra geração, não me entenderia. E mais, já sou homem crescido, não preciso ficar incomodando meu pai com minhas coisas. Ele fez seu papel, entrou com 50% dos cromossomos que resultaram em mim, e está mais do que bom. Ele lá, eu aqui. O que importa é que eu sei que ele existe, e isso basta”.


Talvez você nunca tenha pensado sobre isso, ou colocado estes óculos sobre a questão, mas ao dizer o limitado “Eu creio em Deus e isso basta”, está comunicando ao coração do Senhor exatamente aquele pensamento terrível do parágrafo anterior: “Deus, você aí e eu aqui. Não quero saber mais sobre o você, nem ter muito contato, nem me envolver nas tuas coisas. E vamos continuar assim, para que a relação nunca azede”. Triste né?! Bem triste. O Deus que sorri (escrito 029) também se entristece. Não num sentido de frustração ou de carência por atenção, pois Ele é completo em si mesmo. Ele se entristece por nós, por saber o quão maravilhoso seria para nós termos mais proximidade e envolvimento com Ele, mas achamos que não precisamos. Ele lá e nós aqui.


Como de praxe, em algum momento do texto eu acabo me colocando. Isto acontece agora, quando começo a falar brevemente sobre minha relação com o Pai, e se me permiti conhecer e me envolver com todo o mais que tem a ver com Ele. Felizmente, a resposta é sim. Sim como intencionalidade. Mas não, claro que não alcancei completude em tudo. Vou pincelar brevemente, mas muito brevemente mesmo, como eu vejo (e me vejo) (n)aqueles 21 itens.


Deus – Eu creio no Deus da Bíblia e tenho convicção de que só Ele é o verdadeiro Deus. Todo mais não passa de criação humana ou – e isso é importante – diabólica. Em algum momento da Eternidade Passada um anjo de luz, que atendia pelo nome de Lúcifer, rebelou-se, desejando ser como Deus, ou ser um deus. Arrastou consigo um terço das legiões celestes, vindo a ser banido da Presença do Senhor. A partir de então, não mais como anjo, mas dali por diante como o Diabo – Satanás é seu nome – opõe-se a Deus, focando 24h por dia, há milênios, em roubar, matar e destruir. Como ele não tem poder para roubar, matar ou destruir o Senhor da Glória, sua obsessão está nas pessoas. Sua vitória consiste em cada uma que ele consegue tirar da Presença, arrastando-a consigo para longe de Deus. Creio num Deus pessoal, relacional, que tem nome, que fala, que ouve, que abençoa e também exorta. Não uma “força”, não “o cara lá de cima” – como dizia uma pessoa da TV; não uma ideia, um conceito que serve para acalentar nossos corações – como disse mais recentemente um cara até razoavelmente inteligente, que apresenta diariamente um programa de rádio a partir das 18h; nem nada que afaste de Deus aquilo que Ele diz de si mesmo através da sua Palavra, bem como por suas obras – “os céus proclamam”... lembra?! – e especialmente pelo Espírito Santo, o Consolador, o Paráclito, aquele que nos ensinaria todas as coisas. Fragmentos. As linhas acima são minúsculos fragmentos do que se poderia refletir e dizer sobre Deus. Percebe como limitar-se ao “eu creio e isso basta” te priva de um oceano?! Não fique na piscininha de plástico de 3000 litros. Tem águas muito mais profundas (Ezequiel 47), mas elas não irão até você. Para prová-las, você precisa entrar no rio.


Igreja – Ela é a Noiva do Cordeiro, constituída por todos aqueles que foram regenerados pelo precioso sangue de Jesus, transformados de criaturas em filhos, e agora participantes, como co-herdeiros, de tooodas as bênçãos celestiais. O Unigênito de Deus passou então a ser o Primogênito, posto que a família cresceu, e cresce mais a cada dia. A igreja costuma ser confundida com as instituições humanas que agrupam pessoas que se declaram crentes em Jesus. Ante a pergunta “De qual igreja você é?”, a resposta mais comum é dizermos o nome de alguma dessas instituições ou denominações. Mas elas não são a Igreja, rigorosamente falando. As pessoas dessas instituições, juntamente com muitas outras de variadas instituições, compõe a Igreja Noiva do Cordeiro. Em meio às instituições há problemas, há joio misturado com trigo, há falsos mestres, há filhos do diabo, e muita coisa complicada. Mas a verdadeira, a Igreja com “I” maiúsculo, está aí, militante e vigilante, esperando o grande encontro com seu Amado.


Oração – Falar com Deus é orar. Alguns preferem a palavra rezar. Há diferenças, sobre as quais não falaremos agora. O Deus relacional, que mencionei mais cedo, anseia por interação. Orar nos leva a isso. Não orar, é não falar com Deus, e constitui-se na desobediência de um imperativo encontrado no texto de 1 Tessalonicenses 5:17: ORAI SEM CESSAR. Aliás, todo o capítulo 5 é muito bom. Se eu fosse você, leria. Mas como orar incessantemente, se temos tantas outras coisas por fazer? Não é difícil. Significa que além dos momentos que devemos separar em nosso dia para parar tudo, entrarmos num lugar secreto, e ali conversarmos com Deus, o “sem cessar” é um estado de permanente consideração do Senhor em todos os nossos momentos. Por exemplo: eu não fecho os meus olhos para orar enquanto pedalo, por razões óbvias; mas tenho sobre aquelas finas rodas alguns dos meus momentos mais profundos com Deus, trocando ideia com Ele, tendo percepções da vida, expondo minhas questões, ou ouvindo-cantando uma música que o exalte. Se aquilo não puder ser encaixado na rubrica “orar sem cessar”, então não aprendi nada sobre isso rs.


Jejum – Diferentemente da oração, sobre a qual há um imperativo, não encontramos na Palavra uma ordem direta sobre essa importante disciplina espiritual. Mas, ainda assim, é evidente na mesma Palavra que o Senhor espera que tenhamos tal prática. Está lá em Mateus 6:17: “Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o teu rosto”. E noutro ponto (Mateus 17:21), encontramos o jejum, ladeado com a oração, como importante ferramenta contra o inimigo. Desprezar algo assim, não pode ser bom.


Obras – Um tema bastante interessante. Há o erro de desprezá-las, como também o erro de atribuir-lhes poder salvífico, o que evidentemente não possuem. O livro de Tiago fala bastante sobre obras, constituindo-se num bom pontapé para melhor compreensão. Algo que vim a aprender muito recentemente, poucos anos atrás, é que aquele velho ditado “desta vida nada se leva” está errado. A “sabedoria” popular diz isso, mas a Palavra afirma em Apocalipse 14:13 que “Sim, eles descansarão das suas fadigas, pois as suas obras os seguirão”. São elas as únicas coisas deste tempo que irão conosco para a Eternidade, sendo determinantes para os galardões que o Senhor entregará a cada um. Se pensar nisto não for importante, novamente eu só poderia dizer que não aprendi nada.


Dízimos – Está na Bíblia, não é seu, entregue! Faz parte da vida espiritual e sua retenção constitui-se ROUBAR A DEUS, sendo a causa mais direta possível porque muitas bênçãos ficam retidas. Não fui um dizimista 100% em boa parte da minha vida cristã, até que meu coração foi ganho nesta área. Só tenho um Senhor sobre mim.


Ofertas – Outra prática bíblica muito especial, que atrai o amor de Deus (2 Coríntios 9). Ofertar na Casa do Senhor, ofertar diretamente a alguém, tornar-se mantenedor de algum missionário ou instituição, etc. Há muitas formas de fazê-los. Na Antiga Aliança havia toda uma disciplina sobre as ofertas, prescritas desde os tempos de Moisés. Na Nova Aliança essa prática ficou mais aberta, ligada a uma liberdade que nos foi dada de escolhermos onde e como ofertar. Semelhantemente a outras áreas, embora não haja um imperativo, o Senhor espera que o façamos e se agrada de um coração doador.


Primícias – Também está na Bíblia e é uma prática bastante negligenciada. Constitui-se num gesto e numa declaração de importância direcionada ao Senhor. Algo assim: “Deus, os primeiros frutos são teus. Com esta entrega eu te digo que nada é mais importante para mim do que o Senhor”.


Ministério – A palavra MINISTÉRIO, para os fins a que nos propomos com estes pensamentos, deve ser entendida como SERVIÇO. Ou seja, o que cada um de nós deve fazer no Reino. É, pequeno padawan, não basta crer em Deus e dizer que isto basta. Tem coisas por fazer. Ele poderia fazer tudo sozinho, pela palavra de Sua boca, mas escolheu nos envolver nisso tudo. Muitos membros, compondo um corpo, cada qual com sua função. E nenhuma parte do corpo é sem propósito. O ramo que não dá fruto é cortado e lançado fora. Não basta sentar e ficar olhando para o céu, aguardando Sua volta. Tem serviço!


Bíblia – Meu xodó! Minha companheira regular há 3 décadas. Conto o início dessa preciosa relação no escrito 033 PALAVRAS: “Terminou a reunião, fomos para casa, e naquela mesma noite eu decidi começar uma leitura completa das Sagradas Escrituras. O pequeno pensamento “li alguns trechos de todos” foi seguido de um impulso para preencher os “vãos” existentes em cada um dos 66 livros, os muitos versos existentes entre os primeiros e os últimos, muitos dos quais eu tinha lido pela primeira vez naquela noite. Aliás, muitos livros da Bíblia eu só conhecia os nomes. Até ali, não tinha a menor ideia de seus temas. Quinze anos dentro da igreja... Bateu um senso de “Isso não está certo. Eu preciso conhecer”. O livro que mudou a minha vida. Meu encontro com o Senhor foi lendo sua Palavra.


Estudos – Li algo nesta semana, supostamente dito por Spurgeon, mas acabei não anotando na hora. Seria algo assim: “Você deve passear por muitos livros, mas a Bíblia sempre deve ser sua morada”. O teólogo suíço Karl Barth teria dito também que “É preciso segurar numa mão a Bíblia e na outra o jornal do dia”. Já ouvi que John Wesley falava a mesma coisa. Eu acredito nisso com todas as forças. Minha biblioteca está aí, para não me deixar mentir. Fico bastante preocupado com aqueles crentes que dizem não estudar nada além da Bíblia. Bem, dos que nada estudam, nem a Bíblia, aí eu nem tenho como falar... Um conhecimento amplo é vital, especialmente nestes tempos loucos do fim, que já vivemos.


Discipulado – Uma relação negligenciada pela igreja (instituição) por muitos anos. Eu mesmo, que nasci dentro dela, vim a conhecer e experimentar o discipulado já próximo dos meus 40 anos. Tempo precioso, de muito crescimento. Negligenciar isto e, voluntariamente, escolher andar sozinho é loucura: “O solitário busca seu próprio interesse e rebela-se contra a verdadeira sabedoria” (Provérbios 18:1).


Fruto do Espírito – O texto super clássico de Gálatas 22: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. Viu só como não basta crer em Deus?! Além da fé, que está na listinha, tem mais 8 coisas pra buscar. Mas Fer, tem que buscar? Hummm, sério mesmo que você está perguntando?


Dons Espirituais – “Porque a um pelo Espírito é dada a palavra de sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação de línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também” (1 Coríntios 12:8-12). Sim, sim, sim... também faz parte da vida cristã. E não, não, não... não era coisa apenas para a Igreja dos primeiros dias. É para nós também. Sim, sim, sim... é para nós também, crentes do Século XXI.


Dons Ministeriais – Ah, essa parte da vida cristã eu gosto muito. Também foi uma compreensão relativamente recente, embora o texto de Efésios 4:11 estivesse lá desde sempre: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres”. Creio que a  proeminência da figura pastoral na igreja-instituição fez com que as outras 4 ficassem relegadas a um papel secundário, quase que como uma Série B. Só que não! A verdade é que os 5 dons ministeriais são igualmente importantes. A Palavra não nos autoriza a colocá-los numa ordem hierárquica. Você já havia pensado nisto?


Talentos – Palavra plurissignificativa. Em nossa cultura, compreendida como algum tipo de habilidade ou proficiência em determinada área. No texto bíblico, uma medida monetária; beeeem vultosa, por sinal. Um talento equivalia a 58,9Kg. Portanto, no texto de Mateus 25:14-30, fala-se de um homem que decidiu sair em viagem e deixou suas riquezas aos cuidados de 3 servos; 5 talentos para um, dois talentos para outro, e um talento para o terceiro. Aproximadamente 471Kg. Se este peso fosse em ouro (provavelmente, sim), na cotação de hoje (R$322,88 por grama), estaríamos falando de um dos homens mais ricos do mundo, visto possuir fortuna superior a 152 bilhões de reais. Semelhantemente, faz o Senhor com seus filhos. Distribui a cada um parte de seus tesouros, na medida de suas capacidades, e espera que haja multiplicação.


Missões – Outro aspecto da vida cristã que deveria nos tirar da imobilidade. Mas normalmente nos apegamos ao orar e contribuir, do tripé “ORAR, CONTRIBUIR E IR”, deixando para alguém o terceiro elemento. Como se Missões tivessem apenas a ver com povos não alcançados ou algo na África – naquela visão clássica da igreja-instituição – quando, em verdade, o primeiro campo missionário de cada um é seu entorno: sua casa, seus vizinhos, seu condomínio, os colegas de trabalho, a galera do clube, etc.


Fé – O firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem (Hebreus 11:1). Costumeiramente confundida com alguma crendice, e mais modernamente com um pensamento positivo e focado. Aquele aspecto da vida cristã, sem o qual é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6), e que você não consegue por si mesmo possuir, visto ser derramada do Alto.


Reino – Outro dos meus temas preferidos, dentro do leque enorme de aspectos da vida cristã. Uma visão que extrapola os umbigos egoístas, ou os guetos criados pelas igrejas-instiuições. Algo muito mais amplo, que já está em execução. Hoje. Aqui. Não está plenamente estabelecido, mas é nosso papel fazê-lo. Algo que tem a ver com várias coisas ditas nos parágrafos acima.


Eternidade – Movido pela Eternidade deve ser, seguramente, um dos 3 livros que mais me impactaram até aqui, nesta longa caminhada. Releitura obrigatória, de tempos em tempos, que a cada vez mais mexe comigo. Pensar na Eternidade deveria gerar movimentos constantes em nosso presente, visto que o que fazemos ou deixamos de fazer agora, terão reflexos para sempre. É preciso pensar nisto e falarmos mais a respeito. O foco apenas no agora, que percebo de uns anos para cá, não é bom.


Apologética – Finalmente chegamos à famigerada palavra difícil. A tal defesa da fé. E sim, a fé precisa ser defendida permanentemente por aqueles que se dizem cristãos. Não rola essa história de “falem o que quiser”, “acreditem no que quiser”, “cada um tem direito à sua opinião”. Em certo sentido, tem sim, ainda que essa fala, ou essa crença, ou essa opinião estejam conduzindo seu emissor a galope para o inferno, e consigo uma multidão de influenciados por ele. A defesa da fé, a refutação das mentiras do inferno, um posicionamento firme nas verdades bíblicas, são um DEVER de todo cristão. Com a bíblia numa das mãos, com o jornal do dia na outra, com o fruto do Espírito Santo em sua vida, utilizando todos os seus dons e talentos, tudo isso entendido numa visão de Reino, em jejum, oração e todos os demais elementos da armadura (Efésios 6:11-17), e etc, etc, etc.


Enfim, quase 3500 palavras para tentar te mostrar que não, amigo, não basta crer que Deus existe e isso basta. Há muito mais, além da fé. Crer em Deus, até o diabo crê... e treme. Além da fé. Beyond Belief. Com a letra mais top, da banda mais top da minha juventude, finalizo esta parte 1 de 7, de nossas reflexões sobre os elementos componentes de uma VIDA INTEGRAL.

 

Nós nos contentamos em cruzar os braços

Quando a glória está evidente

E mal percebemos que ela já foi embora

 

Uma mudança parece arriscada

Nesta peregrinação

Sabendo que não pode ficar parado, você supera os limites

 

Há um lugar mais alto para se ir, além da fé, além da fé,

Onde nós alcançamos o próximo degrau, além da fé, além da fé

E de fé em fé nós crescemos

Em direção ao centro da correnteza

Onde Ele nos chama pra irmos, além da fé, além da fé,

 

Um salto de fé sem rede de proteção

Nos faz querer repensar nossas apostas

As águas não se separam até que nossos pés estejam molhados

 

Há um lugar mais fundo para ir

Onde a estrada parece ser dura para trilhar

Ele que começou este trabalho não vai deixá-lo inacabado

 

E demora tanto para ver a mudança

Mas nós damos uma olhada e parece tão estranho

 

Nós viemos tão longe mas a viagem é longa

Um dia fomos fracos, mas agora somos fortes

Nenhum comentário:

Postar um comentário

082 PALAVRAS AO VENTO

Uns dois ou três dias atrás fiz algo que há muito tempo abandonei. Numa rede social, após ver a postagem que me chamou a atenção – de temáti...