quarta-feira, 3 de novembro de 2021

069 VIDA INTEGRAL (parte 2)

Chegamos ao lugar marcado para o café, cumprimentos de praxe, e logo começamos a falar sobre COACH. Eu estava curioso fazia algum tempo sobre essa onda que ganhava tanto espaço, então marquei conversa com alguém que trabalhava na área. Paralelamente, pela mesma época, recebi um convite para uma formação em São Paulo. Como de costume, resolvi pesquisar e filtrar bem as coisas, antes de investir alguns milhares de reais e 3 dias da minha vida fora de casa.

Conversa vai, conversa vem, a pessoa me deu várias informações, e também falei bastante, até que ela me diz:

- Fer, mas isso que você está me falando sobre as 7 ÁREAS DA VIDA é basicamente o que você verá nessa formação.

- Sério?

- Sim. Você não tem o curso, mas por tudo que conversamos neste café, eu diria que você é um Coach. Não exatamente como nos manuais, mas na prática você chegou a conclusões muito semelhantes. Será que você precisa mesmo do certificado?

Isso me fez repensar a questão. Pois eu estava bastante decidido a ir em frente, pelo menos até aquela 1 hora e meia de conversa. Foi quando elaborei o seguinte pensamento: “Por qual motivo eu investiria tempo e dinheiro numa formação que me dirá coisas que já sei, e cujo certificado eu não utilizarei para trabalhar com isso e gerar renda?”. Foi bem simples sepultar o plano. Mas, por outro lado, foi legal constatar a assertividade de muitas ideias que elaborei sozinho ao longo da vida. Não totalmente, claro, pois elas eram fruto de toda uma bagagem acumulada de pensamentos, conversas, observações, leituras, etc. Não precisei ninguém ditando para mim, ou demonstrando num powerpoint as grandes sacadas. Alcancei algumas na base do bom senso.

Então prossegui escrevendo irregularmente sobre a VIDA INTEGRAL, sem muita disciplina, quando dava vontade. Capítulos praticamente inteiros ficaram prontos, e outros pararam nos tópicos (ou subtítulos). Eu imaginava um livreto de 150 a 200 páginas, para cobrir minimamente o assunto. Mas bem minimamente mesmo. Um amigo meu, que já publicou, deu a dica: “Não escreva um livro enorme. As pessoas fogem deles. Seja sucinto, Fer”. Um cálculo bem de boa apontava para mais ou menos 20 páginas para trabalhar cada área, mais umas 5 no capítulo de introdução, outras 5 na conclusão, e lá estaríamos com nosso volume de 150 páginas, na medida.

Mas, como dissemos no escrito anterior, a inconstância na produção fez com que a ideia permanecesse no campo das ideias. Chegou março/2021, demos o pontapé nos Escritos Aleatórios e cá estamos, viajando para lá e para cá (também nas ideias), mas agora tirando-as da abstração e dando forma, ainda que de forma amalucada, solta, aleatória. Só que se trata de uma aleatoriedade consciente, eu diria até planejada, pois tudo aqui escrito aponta, em última razão, para o Vida Integral. Cá estamos colocando no papel (alegoricamente) os pensamentos sobre aquelas muitas pequenas partes de cada uma das 7 fatias da pizza.

A cada escrito avançamos um pouco mais, ora enfatizando temáticas espirituais, ora relacionais, ora profissionais, etc. Algo semelhante à montagem de um quebra-cabeça de 5000 peças: você não tem controle sobre o processo; pelo contrário, vai encaixando as peças numa determinada área que se descortinou melhor, daí muda e enfoca outras que conseguiu juntar e formar outra parte da figura, ora trava geral, retoma... Deixar pelo meio não é opção. Até que a “mágica” acontece. Essas muitas pequenas porções começam a fechar e você tem a imagem completa. Escrever o Vida Integral será (tem sido) bem assim. Os Escritos Aleatórios são essas pequenas partes menores acontecendo, sempre com vistas ao todo montado, que só virá depois.

Talvez este seja o escrito de menor tamanho, desde que começamos. Semana difícil, desafios tomando bastante energia nesses dias. Vida normal acontecendo. Mesmo uma Vida Integral – e penso estar caminhando bem na conquista deste alvo – tem seus momentos de lutas e fragilidades, dúvidas e dor. Porque aqui ninguém deseja vender a ilusão de tudo 100% bem todo o tempo. Tem sempre aquele 1% vagabundo, o famigerado DIA MAU, já abordado no escrito 038, publicado exatamente 4 meses atrás. Opa, em se mantendo a média, tenho apenas 4 dias maus por ano. Não posso reclamar, né?!

Cálculos bobos à parte, o fato é que mesmo nos dias maus ainda se consegue produzir um textinho. Menos pela disciplina, talvez mais para espairecer. Escrever para mim é remédio. Pedalar também, mas fui ontem. Hoje off de bike, para novo giro amanhã. E o dia mau fica para trás, como deve ser. Graças a Deus por isso.

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