terça-feira, 22 de junho de 2021

034 LUTO

“O Luizinho morreu”.

Esta foi a primeira informação do meu dia, que li por volta das 7h50 desta terça, 22 de junho de 2021.

Luizinho era/é meu irmão em Cristo. Somos da mesma família. Família da fé.

Tivemos poucos contatos. Fizemos um curso juntos há 2 anos, convivendo por algumas semanas. Um cara massa! Queridão, maridão, paizão.

Luizinho foi a pessoa mais próxima a mim que faleceu em decorrência da Covid-19. Pessoas do meu núcleo familiar mais próximo (mãe, pai, irmão, irmã, cunhada, cunhado, sobrinhos) tiveram contaminação, mas superaram. Também alguns do segundo nível familiar mais próximo (tios, tias, primos e primas), mesma situação. Todos sobreviveram. Tive notícias de parentes distantes que sucumbiram, mas com esses eu mal convivi durante a vida, devo ter visto uma ou duas vezes em décadas. Assim, foi sim o Luizinho a pessoa mais próxima a mim que faleceu, dentre as que tenho contato regularmente.

Dia estranho. As coisas parecem fora do lugar. Dia de estar quieto. Por mais que não houvesse uma proximidade maior, a gente sente. Um irmão morreu. O luto bate na porta.

No dia de luto, não costumo falar muito. Eu, que sempre tenho muitas palavras para dizer, instintivamente entendo que dias assim são de silêncio. Chorar com os que choram. Chorar com os que choram.

Meus sentimentos aos familiares e amigos e irmãos.

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