quarta-feira, 21 de julho de 2021

044 CASA FAVORITA

Após aquele almoço gostoso da roça, que normalmente me faz comer como um pedreiro depois de bater massa na enxada, fiquei por ali com os familiares. Pequeno sítio no interior de SP, os cachorros tirando uma soneca, galinhas ciscando (elas nunca param), clima agradável; nem quente, nem frio. Prosa com um, prosa com outro, algumas fotos para registrar o encontro não tão habitual. Eu gosto de conversar. Fiquei por ali um tempo razoável, até que foi se instalando o inevitável sono pós-refeição. Também pudera, com aquelas duas pequenas montanhas de comida que venci horas antes, não tinha como ser diferente.

Vi uma brecha. Nenhum parente por perto para mais prosa, saí de fininho para o trailer onde eu estava hospedado. Uma estrutura que teve seus dias de glória, quando era utilizada como carrinho de lanches. Muito hambúrguer deve ter sido grelhado ali. Queijos derretidos, ovos fritos, salsichas, bacon... X-Tudo. Aaaah, o X-Tudo! E teria como não dormir bem num lugar abençoado como aquele?! Puxei a cobertinha no pequeno sofá-cama a mim destinado, fechei todas as entradas de claridade, celular no modo silencioso, e bora dormir. Encolhido, pois o leito era pequeno para mim (ou eu grande para ele), e uns 2 minutos depois o Fer estava apagado. Pois é, eu durmo assim: deito e durmo. Com aroma de bacon, então...

Sei lá, deviam ser umas 15h. Certamente houve movimentação no trailer, pois notei sinais disso quando despertei. Três horas de sono, em plena tarde de sábado. Mas e aí, depois dorme normal de noite? Ooow se dorme! Problema nenhum. É puxar a cobertinha, virar de lado, pressionar um segundo travesseiro entre as pernas e já era. Mais 6 a 8 horas de sono garantidas. Aliás, jamais passei uma noite em claro, involuntariamente, por insônia ou algo do tipo. Se tive uma dúzia de noites varadas acordado, em toda a vida, foi muito. Dos tempos que eu gostava duma balada, a maioria delas; e duas ou três vezes por querer amanhecer acordado nalgum 1º de janeiro de anos passados. Coisa de quando era mais novo. Hoje, o que mais me interessa é poder saborear a Ceia de Réveillon com a família e não demorar muito para dormir.

Lavei o rosto. Não procurei nada para comer, pois realmente o abastecimento no almoço foi para colocar o ponteiro no FULL. Saí do trailer, fiz cafuné nos dois dogs do sítio que eram mais amistosos, e caminhei um pouco pelo pátio. Havia outros dois cães mais na deles. Normalmente eu teria feito amizade, mas deixei pra lá. Muitas árvores no lugar, que era afastado da cidade. Nas pouco mais de 24h passadas desde que cheguei ali, eu havia explorado praticamente toda a pequena propriedade, com área de pouco menos de 1 alqueire paulista. Várias pequenas casas, uma de cada filha dos meus tios. O único filho homem do casal morava na cidade. Pomar. Galinheiro. Pequeno lago artificial. Canavial. Reserva de eucalipto. Horta. Poço. Paiol. Praticamente todos os elementos de um bom sítio.

Perambulando por ali, meio que acordando da boa tarde de sono, dirigi-me para a parte mais alta da propriedade, onde o sinal do celular era melhor. Lá perto do portão de entrada, colado à estrada de terra que levava (para a esquerda) até a rodovia Marília-Bauru, e (à direita) para outras propriedades da região de Duartina. Conferi as mensagens recebidas, devo ter respondido algumas, e olhei também a rede social. Sentei no gramado. Uma das cachorrinhas amistosas veio rápido até onde eu estava, sempre em busca de cafuné. Malhada, branca e preta, focinho comprido, pelo de comprimento médio. Bem simpática. Se respondia por algum nome, não sei.

Família em movimento lá nas casas. Todo mundo mexendo com comidas e lanches, porque de noite teria o segundo round da luta que começamos no almoço. Fartura e mesa cheia, coisa garantida na roça. Até por aquela hora, passadas quase 6 desde o almoço, eu não tinha nenhum traço de fome.

Claro que eu já havia notado uma pequena construção localizada bem na entrada do sítio. Ao passar portão adentro, é a primeira estrutura que se vê. Mas eu não tinha ido até ela. Explorei a propriedade toda, como disse, mas fiquei mais focado em ver seus aspectos naturais. Mas naquele segundo fim de tarde no sítio, levantei-me e fui até o pequeno salão. Talvez uns 50 metros quadrados. Estimo essa área, porque o lugar não era nem muito maior, nem muito menor do que uma oficina que construí num outro sítio que sempre frequento, também no interior de SP. Retangular. Colunas de eucalipto. Duas águas. Sem paredes altas; apenas muretas de cerca de 1 metro na parte da frente e nas laterais. Fundo totalmente fechado com tábuas rústicas de madeira. Sem mata juntas. Sem selante ou verniz. Uma entrada pela frente. Outra pela lateral direita. Chão com piso cerâmico marrom, bem apropriado para o sítio, já que a terra da região era bem arenosa. Por ser inverno e ali esfriar um pouco de noite, foram colocadas, provisoriamente, lonas nas laterais, fechando desde a mureta até o telhado.

Mas alvenaria não me chama muito a atenção. Gosto é de madeira. Já fiz algumas coisas em madeira, meio que explorando habilidades manuais. É legal aprender. Informação não ocupa espaço, além de ser um bom passatempo. Alguns anos atrás fiz um pequeno portão em madeira para acesso ao bosque que plantei no sítio em Iepê. Ele não está mais lá. Aguentou uns 6 ou 7 anos de uso. Madeira comum, pouca resistência ao uso e às intempéries. Enfim, o que me chamou mesmo a atenção no salão foi o madeiramento do telhado. Tudo aparente, por não ter forro. Tudo bem “amarrado”, como se diz no linguajar dos construtores. Afinal, telhado não pode cair. Tem toneladas de material ali, mesmo num pequeno salão de 50 metros.

Fiquei reparando em como a estrutura era toda conectada. Aquele monte de tábuas, vigas, vigotas, caibros e telhas sobre nossas cabeças. A gente não costuma reparar nessas coisas. É como se nascessem prontas, estivessem ali desde sempre. Mas não. É obra de trabalho humano. Entender e dominar as técnicas construtivas, para cobrir aquele pequeno retângulo com suas estacas e muretas. Sem o “gran finale”, um telhado, o que seria aquilo? Não se diria ser um salão. Puxo aqui na memória uma leitura que fiz em 2019: “A Disputa que Mudou a Renascença”. Conta parte da história de Filippo Brunelleschi, arquiteto florentino. E conta a história de um telhado. Na verdade, de uma abóbada, a da Santa Maria Del Fiore, grande catedral de Florença. As histórias dos dois – homem e edifício – se misturam por completo. Brunelleschi e Santa Maria del Fiore são indissociáveis. Livro incrível! Recomendo fortemente.

Grandes catedrais foram construídas naqueles séculos XIII a XV. Claro, muitas outras foram erguidas antes e depois. Mas a Fiore está nesse período. Décadas de construção, às vezes mais de 1 século para obras como ela ficarem prontas. Quem dava início aos trabalhos, já o fazia sabendo que não era para si, mas para a posteridade. Uma visão geracional, bem diferente dos nossos tempos apressados. Assim foi com a catedral florentina. Após muitos anos de construção, nave e periféricos todos erguidos, mas restava um buraco no teto. Um buracão! Vão gigante, que precisaria ter a maior abóbada do mundo. E tudo isso a dezenas de metros do chão, sem guindastes, sem concreto armado, gruas, tecnologias que hoje permitem edifícios de 1000 metros ou mais de altura.

Não vou dar maiores detalhes, para te estimular a ler o livro. O fato é que a abóbada está lá até hoje. Um mistério. Como Brunelleschi preferiu não fazer registros detalhados da técnica que utilizou, muito se estuda e se especula sobre como algo daquela magnitude foi realizado naquele momento histórico e tecnológico. É realmente uma história incrível. A Santa Maria Del Fiore é um dos lugares que mais anseio conhecer, em todo o mundo. Mencionei nalgum escrito anterior que não fiz viagens internacionais, até este momento da minha vida. Firenze, seguramente, está no topo da minha lista de desejos. O “Berço do Renascimento”, período histórico que mais me fascina.

Assim como a imponente catedral, nosso pequeno salão no interior de SP precisava de uma cobertura. Com técnicas muito mais simples e nada secretas, dois ou três trabalhadores devem tê-la feito em poucos dias. Para eles, que são do ofício, foi fácil. Mas enquanto eu ficava ali, circulando pelo salão com a cabeça virada para cima, contemplando os detalhes do madeiramento todo amarrado, eu me perguntava se eu saberia fazer aquilo. Digo, fazer e ter certeza que não desabaria. Porque se o meu simples portão do outro sítio não durou nem 10 anos, acho que temos resposta (risos). É fácil fazer... para quem sabe fazer.


Banho tomado. Uma camisa e um corta-vento por cima. De fato, a noite prometia ser fria. Graças a Deus pela brilhante ideia de colocarem lonas nas laterais. Foi providencial. Pelas 19h15 subi até o salão e tomei meu lugar. Um a um foram chegando, boa parte moradores dali mesmo, no sítio (meus familiares), também alguns de sítios vizinhos, e uns poucos que vieram de longe, lá da cidade. Umas 30 pessoas, no máximo. Às 19h30, pontualmente, começamos. Era um culto de ações de graças por três razões: os 62 anos de casamento dos meus tios; 38 de casamento de uma prima minha e seu marido, meu xará; 3 anos do início daquele trabalho no salão do sítio, representado exatamente pela pequena construção onde estávamos.

Instantes antes de começarmos, eu vi uma movimentação e já sabia onde aquilo iria dar. Meu pai se levanta e vem até mim.

- Filho, você poderia dar uma pequena palavra? Mencionando as bodas de casamento de seus tios e de sua prima e do marido.

- Poxa, pai. O senhor podia ter me pedido isso mais cedo, para que eu preparasse algo durante o dia. Não gosto muito de falar no improviso. Mas tudo bem, eu falo.

De fato, não gosto de coisa feitas assim, em cima da hora. Não que tudo precise ser agendado comigo com dias de antecedência. Não é isso. Mas uma coisa que aprendi com um ex-chefe no trabalho, é que verdadeiras urgências e emergências na vida são poucas. A maior parte das coisas, nós conseguimos fazer com certa tranquilidade e planejamento. Basta organização. Se algo que não tinha nada para ser urgente, acaba se tornando, é porque houve uma falha primária de organização. E esse era exatamente o caso ali. O culto começando, pessoal todo reunido, e eu não tinha um mínimo esboço do que falar. Nenhum texto bíblico anotado. Duas ou três frases para conduzir o raciocínio. Enfim, uma urgência desnecessária. O que se faz nessas horas?

Bem, eu só falei naquela noite por dois motivos: primeiro, porque foi um pedido do meu pai; segundo, porque tenho por regrinha pessoal nunca recusar um convite para ministrar, salvo alguma circunstância realmente impeditiva (por exemplo, dois convites para a mesma data e horário). No caso, embora de forma atabalhoada, havia como contornar o problema do convite feito em cima da hora: ESPONTANEIDADE e SIMPLICIDADE. Eu falaria sem roteiro.

O culto foi acontecendo, e eu ali tentando bolar algo. Não vinha nada especial ou original. “Parabéns´, tio e tia! Parabéns, primo e prima!” Putz, e eu lá sabia Bodas-de-Quê se completava com 62 e 38 anos? Sabia nada, e nem sinal de internet para uma pesquisa de última hora. Tenso. Seria ao vivo mesmo, 100%. A programação (não tão programada) foi rolando, a tensão baixou, relaxei – afinal, o que não tem solução, solucionado está – até que: “Fernando, você tem a palavra”...


Eu falo em público há muitos anos. Não tenho dificuldade. Jamais fui o aluno do trabalho em grupo, que ficava apenas segurando o cartaz lá na frente. Pelo contrário, normalmente eu puxava a apresentação, e vez por outra invadia as falas dos meus colegas. Um falador nato. Dona Mirian fez um bom trabalho. Inseriu-nos desde muito pequenos em todas as atividades da Igreja e da Escola, tais como teatros, jograis, danças, mostras culturais, jogos, gincanas. Timidez e travamento não faziam parte do vocabulário em casa. Bem, não em todas as outras coisas, mas sim e muito fortemente num único item da vida (vide escritos 002 LET´S DANCE e 027 APENAS UM BEIJO).

Então lá estou eu. Microfone na mão esquerda. Mão direita apoiada numa mesa ao meu lado. Pernas trêmulas. Nenhum roteiro à minha frente para seguir. Mas eu sabia exatamente o que dizer.

Passado o aborrecimento inicial pelo convite em cima da hora, e abandonadas as esperanças de uma rápida pesquisa na internet, eu relaxei e deixei o Senhor me dirigir. Pensei: “Deus, eu tenho um combinado contigo. Quando um convite para ministrar me é feito, eu sempre entendo que o Senhor tem algo a dizer e quer me usar para isso; seja porque quer falar a mim, seja porque deseja ministrar aos outros, por meio de mim. Então, tudo certo. Fala comigo e por mim”. Orar é simples. Fazer algo em cooperação com Deus é muito simples. Ele só precisa dum “eis-me aqui”, um “usa-me”, ou um “bora lá”.

Nos minutos que antecederam minha até a frente daquele auditório, Deus falou profundamente comigo. Ele me deu o que dizer. “Você não veio a este salão de tarde por acaso, Fer. (é, Deus me chama de “Fer”). Você não ficou reparando neste madeiramento simples e rústico sem um motivo. Eu estava te mostrando a beleza da simplicidade. Eu sou dono do ouro e da prata. Eu criei e colori cada pedra preciosa que existe. Eu pensei a textura de cada fibra que veio a ser tecida pelo homem. Eu plantei habilidades e criatividade em vocês, para que façam o belo, o esplêndido, o extraordinário. Eu pensei cada detalhe do magnífico Tabernáculo levantado por Moisés no deserto. Da mesma forma, instruí Salomão sobre cada mínimo elemento do ainda mais espetacular Templo erguido em Jerusalém. Tudo lindo. Tudo belo. Tudo muito rico. Mas sabe, Fer, embora Eu mesmo tenha ordenado aqueles locais de adoração, existiu um outro, muito especial. E você sabe do que estou falando”.

“Depois que Davi tinha feito casas para si na Cidade de Davi, ele preparou um lugar para a arca de Deus e armou uma tenda para ela” (1 Crônicas 15:1). “Então Davi, com grande festa, foi à casa de Obede-Edom e ordenou que levassem a arca de Deus para a Cidade de Davi” (2 Samuel 6:12). “Assim, com grande festa, Davi, as autoridades de Israel e os líderes dos batalhões de mil foram buscar a arca da aliança do Senhor que estava na casa de Obede-Edom. Como Deus havia poupado os levitas que carregavam a arca da aliança do Senhor, sete novilhos e sete carneiros foram sacrificados. Davi vestia um manto de linho fino, como também todos os levitas que carregavam a arca, os músicos e Quenanias, chefe dos músicos. Davi vestia também o colete sacerdotal de linho. E todo o Israel acompanhava a arca da aliança do Senhor alegremente, ao som de trombetas, cornetas e címbalos, ao toque de liras e de harpas” (1 Crônicas 15:25-28). “Eles trouxeram a arca do Senhor e a colocaram na tenda que Davi lhe havia preparado; e Davi ofereceu holocaustos e sacrifícios de comunhão perante o Senhor” (2 Samuel 6:17). “Após oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, ele abençoou o povo em nome do Senhor dos Exércitos, e deu um pão, um bolo de tâmaras e um bolo de uvas passas a cada homem e a cada mulher israelita. Depois todo o povo partiu, cada um para a sua casa” (2 Samuel 6:18-19).

Espontaneidade e Simplicidade.

No rigor da Lei de Moisés, Davi deixou de observar várias coisas: o lugar de adoração era improvisado; ausência da preparação cerimonial; ele era da tribo de Judá, e não um levita (não lhe competia ministrar como sacerdote); não se diz que houvesse um véu cobrindo a arca, que raramente era vista pelo povo; também não são mencionados diversos utensílios e protocolos dos sacrifícios. Foi muita coisa no improviso.

Para se ter uma ideia, em situações anteriores, quando sacerdotes ou líderes deixaram de observar as formalidades da adoração, houve consequências graves. Pessoas morreram por isso. Um Deus que leva a sério suas ordenanças. Mas com que olhar Ele teria olhado para aquela tenda improvisada? Não seria o caso de descer juízo sobre Davi, por fazer as coisas de Deus sem toda a ordem e planejamento?

Pois não houve juízo. Pelo contrário. Séculos depois, falando a Israel pela boca do profeta Amós, Deus disse que “Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de Davi, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antiguidade”. (Amós 9:11)

“Sabe do que eu sinto saudades, Fer? Não é do Tabernáculo, tampouco do majestoso Templo de Jerusalém. Eu senti e sinto saudades da CABANINHA DE DAVI, meu servo. Daquela simplicidade e espontaneidade do meu menino Davi, homem segundo o meu coração. Ele quebrou quase todos os protocolos possíveis, mas eu recebi sua adoração. Ele não olhou para nada além de um desejo incontido de me adorar e levar todo o meu povo a adorar junto com ele. Por coisas assim ele foi gravado na história como o HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS. E sabe da maior, Fer?! Você está numa cabaninha muito parecida com a dele, aí mesmo, neste pequeno salão”.

Escrever esses parágrafos faz brotar algumas lágrimas em mim. Calcule então como foi no dia lá... Tudo isso sussurrado pelo Espírito Santo diretamente ao meu espírito, naqueles minutos anteriores à minha ida até a frente. A Presença era real e tão forte. O Senhor estava ali. Por isso eu mal conseguia falar. Também por isso minhas pernas praticamente não se continham. Soltasse minha mão direita da mesa em que me apoiava, seguramente teria caído de joelhos ao chão. Mal me lembro do que falei. Bem no finalzinho, sei que fiz menção às bodas dos tios e primos, mas eu só conseguia pensar e entender que eu estava na Cabaninha de Davi. Na beleza da simplicidade. Na espontaneidade que Deus quer ver em nós.

Ele não disse que o Tabernáculo não prestou para nada, nem algo parecido sobre o Templo. Não, não. Eles tiveram seus lugares e propósitos. Assim como hoje, estruturas, projetos e estratégias da Igreja do Senhor tem sim seu valor e lugar, podem ser utilizados normalmente. Mas a essência da adoração... aquela que fez Deus sentir saudades da Tenda de Davi, é essa que Ele anseia ver nos seus filhos e filhas. “Porque a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:23-24).

Espontaneidade e Simplicidade.

O Senhor deseja que sejamos seu lugar de habitação.

É dito de nós que somos templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19). Palavra tão preciosa. Mas, que tipo de templo o Senhor estará a procurar? Por tudo que refletimos nas linhas acima, penso que o desejo do Senhor seja algo muito, muito simples. Sem cortinas. Nada de ouro ou prata. Os utensílios não têm mais lugar. Adoração pura, direta, face a face. Nenhum acessório o impressionará mais do que um coração extravagantemente desesperado por relacionar-se com Ele, sem olhar para os protocolos, os títulos, liturgias. Ele só quer ver um Davi e sua cabaninha. A CASA FAVORITA.

2 comentários:

  1. Fer... Que tremendo!!! A sua dependência do Espírito Santo,relatada em cada linha,me levaram a casa favorita... 🔥🔥

    ResponderExcluir
  2. Fer, que tremendo! Eu quero ser a Casa Favorita do Pai! Casa com cara de lar! Casa desejada é preciosa! Adorei 🙏🏼🌻

    ResponderExcluir

082 PALAVRAS AO VENTO

Uns dois ou três dias atrás fiz algo que há muito tempo abandonei. Numa rede social, após ver a postagem que me chamou a atenção – de temáti...